Ken Zen Ichi Nyo
Maio 11, 2011
Há alturas na vida em que precisamos de parar.
Parar para respirar, parar para olhar para o mundo, parar para olhar para o espelho, parar para olhar para o outro.
Meditar é o exemplo disso mesmo. Parar para estar em silêncio.
Estar em silêncio permite-nos ouvir, sentir, observar…porque efectivamente sossegamos e calamo-nos por momentos. E que bem que isso nos faz!
Às vezes não paramos porque queremos, é o corpo que nos obriga a parar. Como se não o respeitássemos e de repente ele exercesse o seu poder sobre nós.
“O que é que eu fiz de mal? Comi alguma coisa? Fiz alguma coisa? Corri algum risco?”
“Nada. Não pisaste o risco. Mas achei que estava na altura de olhares para dentro, de olhares para a tua vida.”
A maioria das vezes não nos apercebemos disso, mas o corpo dá muitos sinais. Normalmente como resultado de um trabalho que a nossa mente não fez.
“O quê? Eu sei que me chateio de vez em quando com ela, mas não é por aí!”
“Ah sim?” – diz o corpo – “Então o que é isto tudo? O que estão estes pensamentos aqui a fazer? Sim aqueles que não foste capaz de dizer. Preferiste mostrar o que não és. E agora o que faço com isto? Vão estragar-se e vão infectar-te se não os soltares.”
“O quê? Estás a dizer que tenho de ser eu mesmo? Que tenho de dizer isto tudo? Mas ela não vai aceitar, ele não vai ouvir e aquele vai pensar mal de mim.”
“Bom…” – diz o corpo cheio de paciência – “obriguei-te a parar uns dias doente, para que penses no assunto. Não tinha outra forma de te fazer parar, não me ouvirias. A escolha é tua se queres viver a tua vida ou se queres viver a vida de outra pessoa. Em qual das formas achas que serás feliz?”
E o corpo adormeceu…calado com os analgésicos. E nós preparamo-nos para repetir o padrão.
Ou não.

Muito bom… Grande reflexão!
Quem sabe se não é verdade!?!?