Maio 16, 2011

Esta publicação é dedicada aos actuais cintos verdes. Vocês têm muita qualidade!
Espero que continuem a evoluir nesse sentido.

O vídeo serve para ilustrar aquilo que eu era em cinto verde. Não mudei muito desde então.

- Bernardo

Ken Zen Ichi Nyo

Maio 11, 2011

Há alturas na vida em que precisamos de parar.

Parar para respirar, parar para olhar para o mundo, parar para olhar para o espelho, parar para olhar para o outro.

Meditar é o exemplo disso mesmo. Parar para estar em silêncio.

Estar em silêncio permite-nos ouvir, sentir, observar…porque efectivamente sossegamos e calamo-nos por momentos. E que bem que isso nos faz!

Às vezes não paramos porque queremos, é o corpo que nos obriga a parar. Como se não o respeitássemos e de repente ele exercesse o seu poder sobre nós.

“O que é que eu fiz de mal? Comi alguma coisa? Fiz alguma coisa? Corri algum risco?”

“Nada. Não pisaste o risco. Mas achei que estava na altura de olhares para dentro, de olhares para a tua vida.”

A maioria das vezes não nos apercebemos disso, mas o corpo dá muitos sinais. Normalmente como resultado de um trabalho que a nossa mente não fez.

“O quê? Eu sei que me chateio de vez em quando com ela, mas não é por aí!”

“Ah sim?” – diz o corpo – “Então o que é isto tudo? O que estão estes pensamentos aqui a fazer? Sim aqueles que não foste capaz de dizer. Preferiste mostrar o que não és. E agora o que faço com isto? Vão estragar-se e vão infectar-te se não os soltares.”

“O quê? Estás a dizer que tenho de ser eu mesmo? Que tenho de dizer isto tudo? Mas ela não vai aceitar, ele não vai ouvir e aquele vai pensar mal de mim.”

“Bom…” – diz o corpo cheio de paciência – “obriguei-te a parar uns dias doente, para que penses no assunto. Não tinha outra forma de te fazer parar, não me ouvirias. A escolha é tua se queres viver a tua vida ou se queres viver a vida de outra pessoa. Em qual das formas achas que serás feliz?”

E o corpo adormeceu…calado com os analgésicos. E nós preparamo-nos para repetir o padrão.

Ou não.

Já se falou há algum tempo no filme, mas não sei se se fez algum post aqui sobre ele!

Chama-se “The Killing Machine”, realizado por Norifumi Suzuki em 1976 e conta com o famoso actor Sonny Chiba no papel de Doshin So, o fundador da nossa arte marcial.

Sonny Chiba actuou em inúmeros filmes de artes marciais e mais recentemente em Kill Bill 1 e The fast and the furious: Tokyo Drift.

Este “menino” criou uma reputação à volta das suas personagens (principalmente com a violenta sequela “The StreetFighter”) como sendo um homem de poucas palavras e acções directas, normalmente como vilão ou mercenário sangrento. Uma habilidade para a destruição de ossinhos que não admira nada se observarmos a lista de graduações que detém actualmente:

- 2ºDan em Judo

- 4ºDan em Ninjutsu

- 1ºDan em Kendo

- 1ºDan em Shorinji Kempo

Para além de ter praticado Karaté com o fundador do estilo Kyokushinkai…

O filme com este nome tão apelativo, conta precisamente a história da fundação do Shorinji Kempo!

Podem ver grandes técnicas que nos são tão familiares e momentos de combate bem interessantes!

Mais informações aqui: http://www.imdb.com/title/tt0182260/

(Tinha escrito este artigo há imenso tempo mas achava que se tinha perdido. Aqui está :) )

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